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Saturday, June 26, 2010

Moda Cabinda


A gala realizou-se no Cine Monumental Chiloango, com a apresentação de Manuel Alexandre e deDalila Prata. O evento com o início previsto para as 19h00, teve início apenas às 21h30 com uma pequena encenação teatral, fazendo menção às tradições da província, e logo a seguir o momento por muitos esperado, o “desfile”, com os estilistas Essanjo, Lisete Pote, Geraldo Fashion, LL Fashion, Indical Barbosa e Joalinda. 
A estilista Joalinda fez a abertura do desfile apresentando na sua  colecção um pouco da cultura de Cabinda: desde os tecidos tradicionais aos mais elegantes e galantes.
Lisete Pote, estilista conhecida na nossa praça, apresentou outra das suas fantásticas e arrojadas colecções. Representada por Vanessa Talaia, mais uma vez surpreendeu os espectadores com uma mistura de tradicional - Cabinda ao moderno geral.
A loja LL fashion apresentou-se com uma colecção de lengerie jamais vista em outro desfile. Todas as peças foram  desenhadas a pensar na sensualidade feminina que deixaram todos os espectadores de queixo caído. 
A estilista Essanjo Teresa de Pitra também passou pelas passerelles. Mostrou a sua extrema criatividade e apresentou tendências masculinas e femininas, desde as mais tradicionais até às mais descoladas e actuais.
A mais jovem de todas as estilistas presentes, Geraldo Fashion, também marcou  presença e deixou a sua marca estampada na passarelle da Cabinda apresentando uma colecção clássica e intemporal: vestidos muito elegantes e sensuais.
O único homem estilista presente no desfile, Indical Barbosa,apresentou várias tendências masculinas, desde o macacão  que mais se destacou, aos fatos sociais de calção e calça por ele pensados, desenhados e editados a pensar no bem vestir de todos os homens. 
Os estilistas conseguiram satisfazer todos os espectadores com a demonstração das suas exuberantes colecções.  
  

Friday, April 23, 2010

Gentlemen of Bacongo


Photographer Daniele Tamagni's new book
Gentlemen of Bacongo captures the fascinating subculture of the Congo in which men (and a few women) dress in designer and handmade suits and other luxury items. The movement, called Le Sape, combines French styles from their colonial roots and the individual's (often flamboyant) style. Le Sapeurs, as they're called, wear pink suits and D&G belts while living in the slums of this coastal African region.



In interviews with some notable sapeurs, Tamagni unearths the complex and varied rules and standards of Le Sape, short for Société des Ambianceurs et des Personnes Élégantes, or the Society of Tastemakers and Elegant People. Sapeur Michel comments on the strange combination of poverty and fashion, "A Congolese sapeur is a happy man even if he does not eat, because wearing proper clothes feeds the soul and gives pleasure to the body."

The sapeurs engage the extremes between while injecting their individual perspectives into the conversation, establishing an identity within the larger social narrative they've helped constructThis anthropological wonder combines interviews with Sapeurs along with a preface by menswear designer Paul Smith and Tamagni's anecdotes throughout. Focused on Sapeurs from Brazzaville and Kinshasa in Republic of Congo and the Democratic Republic of Congo, Tamagni's title comes from the Bakongo, an African tribe of people along the eastern shore of the continent. At just about seven-inches tall, the book's compact in size but the colors are bright, matching the outrê style of Le Sape. Tamagni outlines rules as they relate to color, as well as the proper styles of tie, the strong religious convictions and non-violent culture of Le Sape and myriad other facets of this phenomenonTamagni's photographs capture the style, the “contradictions and paradoxes" and tight-knit social networks of the Sapeurs. He highlights the proper use of cigars—


"even if you don't smoke you need to light it"—the strict use of color (only three colors may be combined in an outfit), and the deep spiritual and moral roots of Le Sape. "When the sapeur expresses himself through the harmony of his clothes, he is returning his admiration to God."Of course, the poverty and political instability of the Congo makes the profound admiration and respect for Parisian fashion all the more distinctGentlemen of Bacongo also examines the strange merging of colonial and Congolese culture. Tamagni notes Sapeur Salvador Hassan “thinks that a real sapeur needs to be cultivated and speak fluently, but also have a solid moral ethic: that means beyond the appearance and vanity of smart, expensive clothing there is the moral nobility of the individual." Says Hassan, "The label is not important, what is important is to be able to dress depending on the taste of the individual."

Saturday, June 7, 2008

Qual será o Futuro dos novos rostos Africanos na moda ?

A expressão - “a ditadura da moda” - é antiga e surgiu porque realmente a Moda sempre ditou duras regras, sempre estabeleceu padrões rígidos quase inalcançáveis .E, como toda ditadura que faça jus ao nome, a Moda sempre esteve envolvida com algumas técnicas de “tortura” - física e psíquica. Chegar o mais próximo possível do padrão de beleza imposto em cada época já envolveu tratamentos estranhos, longos, dolorosos e... caríssimos. A busca pela silhueta perfeita já exigiu o uso de espartilhos apertadíssimos que mais pareciam idealizados por Torquemada... Hoje, a perfeição está intimamente ligada à magreza; ter um corpo com pouca carne e nenhuma gordura é ser perfeito, e ser perfeito é um dos principais requisitos para ser aceite no mundo da Moda, tornou-se meta de milhares de jovens em todo mundo ter medidas cada vez mais reduzidas. Mas existe outra guerra nas passarelas hoje em dia o motivo é a cor da pele...modelos afro descendentes confrontam –se com discriminação racial .
A desproporção entre modelos de raça negra e branca nas passarelas do mundo inteiro é resultado da falta de boa vontade de discriminação?
Não adianta ter um casting de 40 modelos com um negro apenas. É preciso garimpar, e vasculhar melhor para existir mais diversidade racial nas passarelas , campanhas publicitárias
talk shows, na media num geral. O mercado da moda deve lançar um novo olhar sobre essa questão o maior desafio é dar oportunidade e ser unânime . A moda é preconceituosa sim, as vezes eclética, ela é muito dinâmica, trabalha com tendências, muitas das vezes passando a por cima do profissionalismo da côr de pele e etnias, se preocupa com faturamento, a moda corre atrás do brilho, a moda se serve do brilho gerado por pessoas de sucesso. A moda reflecte valores sociais, nossos padrões de beleza e consumo. A beleza negra e usada para inspirar colecções, mas não para a maior participação nos desfiles, esse tipo de discriminação vem se duplicando ate porque hoje em dia os modelos Asiáticos e que comandam ou que mais penetram nas passarelas.
Mas a fusão de referências e influências do Ocidente, do Oriente Américas , Ásia e África não se justifica a visão que temos hoje das raças , principalmente da negra como mero escravo, indolente místico, que é passado e nos livros didáticos. A favor de novas formas de organização social em tempos de “ alternativas e democracia , direitos de igualdade ” - dara lugar ao renascimento de uma nova existência cultural que torna este tema algo sensual, intenso exótico e apaixonante sem ironias será uma paleta de cores requintada, sem que os escuros densos surgem associados a tonalidades mais exóticas... A África foi o berço do homem e pode ser o ainda o futuro da humanidade.
Não se justifica que nas passarelas as pessoas continuam a transformar as suas utopias em vitrines, precisamos romper paradigmas.